Diogo Moreira é daqueles caras que fazem a gente lembrar por que acompanhar motovelocidade é viciante. Um brasileiro de Guarulhos que saiu do “sonho distante” e foi empilhando degrau por degrau até chegar onde todo mundo quer chegar: a MotoGP.
O mais legal é que a história dele não começa já no asfalto europeu “glamouroso”. Ele veio de base dura, de aprender cedo a lidar com moto de verdade, e aí teve aquela virada de vida: ainda novo, foi pra Espanha pra correr e se desenvolver no caminho mais difícil e mais certo — o caminho das categorias de formação. A própria Red Bull conta esse ponto como decisivo: o pai apoiou a mudança e ele foi crescendo em campeonatos como European Talent Cup e afins, até cair no radar grande da cena. 
Aí entra a Red Bull Rookies Cup em 2021… e pronto, o paddock começou a prestar atenção de verdade. Não é qualquer um que chega e já encaixa pódios logo de cara nesse nível. 
Quando ele pisa no Mundial, na Moto3 (2022), dá pra sentir aquele “tem coisa aí”. Corrida após corrida, ele foi ficando mais cascudo, e em 2023 veio o momento que muda o chip: a primeira vitória, em Mandalika. Quem viu aquela corrida sabe — foi vitória de quem acreditou até a bandeirada, no caos clássico da Moto3. 
Daí pra Moto2 foi aquele teste de gente grande: mais potência, mais estratégia, mais pancada física. Em 2024 ele já fez um ano de estreia bem sólido e terminou como Rookie do Ano (o que, pra Moto2, diz MUITA coisa). 
E 2025 foi simplesmente histórico: primeira vitória de brasileiro na Moto2 (em Assen, no Dutch TT), sequência de resultados pesados… e no fim das contas, campeão mundial de Moto2 em Valência — o primeiro brasileiro campeão mundial no paddock do GP. É do tipo de conquista que dá vontade de levantar do sofá gritando. 
A coroação veio com o anúncio que todo fã brasileiro queria: contrato de vários anos com a HRC e vaga garantida na MotoGP em 2026 pela LCR Honda. Depois de tanto tempo, o Brasil volta pra categoria rainha com um cara que não chegou “por convite”, chegou como campeão. 
Agora é outra selva: MotoGP cobra detalhe, cobra cabeça, cobra constância. Mas se tem uma coisa que o Diogo mostrou nesse caminho todo é que ele aprende rápido, cresce na pressão e não se intimida. 2026 promete demais.
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